Entre Galhofas e Ironias: Considerações Sobre a Estética Machadiana

  • Luciana Brandão Leal Universidade Federal de Viçosa

Resumo

Este artigo propõe uma leitura de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, a partir do estudo da ironia e do riso que ecoam da voz do narrador Brás Cubas. É sintomática a advertência do autor/narrador ao afirmar ter escrito suas memórias com “a pena da galhofa e a tinta da melancolia”, sugerindo uma filiação estética a modelos, até essa época, pouco ou nada explorados em nossa história literária e, ainda, ecoando um traço próprio, pessoal, de quem viveu em um determinado espaço-tempo, eivado de contradições e injustiças sociais. Nos dois casos, pode-se perguntar até que ponto essas memórias de além-túmulo, “ficcionais”, já por sua própria condição de terem sido escritas por um defunto-autor. Os conceitos de “ironia”, “riso”, assim como os subsídios teóricos trazidos pela fortuna crítica do autor, foram fundamentais para o desenvolvimento das ideias propostas nesta análise.


 


 

Publicado
2019-12-12
Como Citar
LEAL, Luciana Brandão. Entre Galhofas e Ironias: Considerações Sobre a Estética Machadiana. VEREDAS - Revista Interdisciplinar de Humanidades, [S.l.], v. 2, n. 4, p. 59-78, dez. 2019. ISSN 2595-3508. Disponível em: <http://revista.unisa.br/index.php/1/article/view/85>. Acesso em: 28 maio 2020.